Domingo, 4 de Novembro de 2007

O Mito Che Guevara

 

A Revista Veja de 3 de Outubro de 2007 publicou uma reportagem demolidora para o Mito “Che Guevara”.
“Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto.” “Há quarenta anos, no dia 8 de Outubro de 1967, essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo metido em uma gruta nos confins da Bolívia. Nunca mais foi lembrada. Seu esquecimento deve-se ao facto de que o pedido de misericórdia, o apelo desesperado pela própria vida e o reconhecimento sem disfarce da derrota não combinam com a aura mitológica criada em torno de tudo o que se refere à vida e à morte de Ernesto Guevara Lynch de La Serna, Argentino de Rosário, o Che, que antes, para os companheiros, era apenas “El Chancho”, o porco, porque não gostava de banho e tinha cheiro de rim fervido”.
“No mito sempre lembrado ecoam as palavras “Você vai matar um homem”. Essas, sim, servem de corolário perfeito a um guerreiro disposto ao sacrifício em nome de ideais que valem mais do que a própria vida”. “O esquecimento de uma frase e a perpetuação da outra resumem o sucesso da máquina de propaganda marxista na elaboração de seu maior e até então intocado mito”!
 
A Reportagem prossegue com uma citação demolidora de um jornalista Francês: “Ele era adepto do totalitarismo até ao último pêlo do corpo”.
 
Prossegue a revista: “Por suas convicções ideológicas, Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro”.
 
“O mito é particularmente enganoso por se sustentar no avesso do que o homem foi, pensou e realizou durante a sua existência”!
 
A reportagem põe a nu um homem tirano, imprudente e mau comandante das tropas que consigo lutavam, mandando-as em batalhas sangrentas: “rápido (…) em liderar seus camaradas para a morte”.
 
Morte a sangue frio de uma criança de 15 anos, cuja mãe desesperada acabara de implorar pela sobrevivência do seu filho, morte de inúmeros opositores, ou simplesmente gente incómoda, enchem o curriculum vitae do mito dos nossos tempos.
 
Se fosse hoje este senhor não passaria de um qualquer “al-Zarqwai”, também este morto da mesma forma como Che morreu, mas jamais lembrado, ou tão pouco idolatrado.
 
No entanto, como diria o ditado “Quando a lenda é mais forte que a realidade, imprima-se a lenda”!
publicado por desa-bafos às 21:43
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